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Medicamentos genéricos são eficientes? O CFM está preocupado!

Medicamentos genéricos têm os mesmos efeitos terapêuticos das marcas convencionais, mas sua eficácia vem sendo questionada pelo CFM

Não à toa, devido aos preços mais baratos, o uso de medicamentos genéricos se popularizou no Brasil. Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, esse tipo de remédio corresponde a 21% das vendas de medicamentos no país. Além disso, 86% dos brasileiros já tiveram um medicamento de marca substituído pela versão genérica durante um tratamento.

No entanto, a eficácia dos medicamentos genéricos virou tema de preocupação para o Conselho Federal de Medicina (CFM). Denúncias de profissionais da saúde e consumidores vêm questionando sua segurança e, principalmente, seus efeitos. As queixas incluem a “necessidade de substituição dos genéricos, no meio do tratamento, por não surtirem os efeitos esperados para os princípios ativos”.

Medicamentos genéricos x medicamentos de referência 

Os medicamentos genéricos devem conter os mesmos princípios ativos do que os medicamentos de referência. O principio ativo é a substância responsável pelo efeito terapêutico no paciente, ou seja, é por causa dele que o remédio faz efeito.

É necessário, ainda, que tenham a mesma dosagem, via de administração, posologia e indicação terapêutica. Só assim é considerada segura e eficiente a sua troca em um tratamento, sem riscos de qualquer efeito colateral.

Anvisa

Em relação às denúncias, a Agência Nacional de Segurança Sanitária (Anvisa) mantém o posicionamento de que “os medicamentos genéricos a que os brasileiros têm acesso são seguros”. Para isso, são submetidos a diversos testes de bioequivalência em laboratórios credenciados pelo próprio órgão.

Além da importância da população ter à disposição múltiplos laboratórios produzindo o mesmo medicamento – o que é o caso dos genéricos –, a Anvisa lista outros benefícios significativos deste tipo de medicação. Confira:

– Os preços são mais acessíveis, já que um medicamento genérico deve ser, no mínimo, 35% mais barato do que um medicamento de referência.

– Com a concorrência, os medicamentos de referência também têm o preço reduzido.

– Garantem acesso da população à medicamentos seguros, eficazes e de qualidade.