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Burnout – Quando o Médico Fica Doente

A profissão médica é muito exigente em diversos aspectos. Não bastando a vasta formação e a constante exposição a situações de emergência, o médico ainda tem que lidar com cargas horárias extenuantes, contato constante com pacientes e uma longa lista de regras.

O Burnout, também conhecido como síndrome do esgotamento profissional, afeta milhões de trabalhadores ao redor do mundo.E não é coincidência a profissão médica ser a que mais frequentemente apresenta casos de Burnout.

Segundo uma pesquisa do Archives of Internal Medicine, publicada em 2012, os médicos sofrem mais com Burnout do que qualquer outra profissão. Em pesquisa feita com médicos americanos, 46% dos médicos disseram ter sofrido com Burnout em algum momento da sua carreira.

Como já dissemos anteriormente, entre as atitudes que mais afastam pacientes de um consultório estão a aparência de cansaço e o tratamento impessoal. E aqui mora um problema seríssimo, que é o fato de o Burnout apresentar três sintomas: exaustão emocional (perda de interesse pela prática), despersonalização (atitudes cínicas ou indiferentes) e falta de satisfação profissional (baixa autoestima).

Desta forma, o médico entra em um círculo vicioso, no qual o trabalho o deixa exausto e a exaustão interfere no trabalho. Tudo isto leva ao dado mais preocupante: uma estimativa da American Foundation for Suicide Prevention indica que, em média, 300 a 400 médicos cometem suicídio por ano no mundo. A maior parte dos estudos indica que as taxas de suicídio entre os médicos são maiores do que a população em geral, especialmente entre as mulheres.

Portanto, o cuidado com a saúde física e emocional dos profissionais de saúde é fundamental.

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Confira hábitos para evitar o Burnout:

Aumentar a espiritualidade;

Busque desenvolver e compreender sua relação com a espiritualidade. O desenvolvimento desse aspecto da vida ajuda a se autoconhecer e entender seu papel no mundo.

Férias regulares;

Todas as profissões precisam de férias. Não apenas para o entretenimento, mas também para relaxar o corpo e a mente, garantindo o bem estar e abrindo espaço para outros pensamentos.

Cuidar da saúde física;

Todo médico sabe: praticar atividades físicas ajuda na saúde e bem estar do corpo. Além disso, garantem mais disposição e energia para o cotidiano corrido dos hospitais e clínicas.

Cuidar da aparência;

Uma aparência bem cuidada traz benefícios pra todo mundo – para o profissional, que aumenta a autoestima, e para os pacientes, que recebem uma imagem de um profissional confiável e cuidadoso.

Contar com apoio social;

Conte sempre com sua família, amigos e, se necessário, com um psicólogo. Fora do ambiente de trabalho, não há problema nenhum em falar abertamente sobre seus sentimentos e pensamentos. É importante ter quem te ouça e te conheça o suficiente para propor conselhos e apoio para seu cotidiano.

Cultivar hobbies.

Com a vida corrida dos médicos, fica difícil desenvolver um hobby. Mas não impossível! Cultive interesses e atividades que te deem alegria e satisfação fora do consultório.

Essas práticas já ajudam no combate ao Burnout, mas sozinhos não são o suficiente. O médico precisa conhecer seus limites e adaptar-se a eles. É preciso adequar as cargas horárias e o cotidiano de forma que a qualidade de vida não fique de lado. Todo esforço é importante no combate à epidemia de Burnout entre médicos!