mulheres na medicina

6 curiosidades sobre a realidade das mulheres na medicina

Homens ainda são maioria na profissão, mas a expectativa é que as mulheres médicas equilibrem a diferença até 2028  

A presença masculina ainda é majoritária na medicina. Mas, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), é crescente o aumento no número de mulheres se formando médicas nos cursos de graduação.

Por exemplo, no Brasil, em 2014, os homens representavam 57,5% dos médicos no país, enquanto o índice feminino era de 42,5%. No entanto, desde 2009, o número de mulheres que entraram na medicina superou o de homens: entre os médicos com menos de 29 anos, a maioria era feminina, com 53,31%.

A expectativa é de que até 2028 o Brasil alcance, então, o equilíbrio entre os gêneros na profissão.

Descubra 6 fatos importantes sobre a realidade e atuação das mulheres na medicina.

Sistema Único de Saúde

Existem mais mulheres médicas no sistema único de saúde (SUS) do que homens. E é de grande relevância a presença feminina em especialidades médicas essenciais, responsáveis pelo atendimento da maioria dos problemas de saúde da população.

Atendimento humanizado

Segundo estudos, quando comparado com o dos médicos, o atendimento feminino tendem a passar 16 minutos ou mais com um paciente. O atendimento delas é considerado, ainda, mais centralizado.

Influenciadoras

As profissionais médicas conseguem persuadir melhor os pacientes a adotarem mudanças nos seus estilos de vida. Pesquisas descobriram que os pacientes foram quatro vezes menos propensos a aceitarem mudanças na alimentação quando orientados por médicos homens. Em relação às mudanças na prática de exercícios físicos, eles foram duas vezes menos convencidos.

Congressos médicos

As mulheres médicas representam apenas 25% dos palestrantes nos congressos médicos.

Diferença salarial

Mesmo trabalhando nas mesmas instituições, com cargas horárias semelhantes, a diferença salarial entre os gêneros ainda é significativa na medicina. Dados recentes mostram que, infelizmente, a remuneração das mulheres não acompanha a dos homens nem na menor faixa salarial – até R$8 mil –, nem na mais alta – R$24 mil ou mais.

Vida pessoal

Cerca de 40% das médicas são mães trabalhadoras, com filhos menores de até 18 anos.

As mulheres médicas costumam se separar mais, apresentando taxas de divórcio maiores do que os médicos do sexo masculino.